O Search Console ganhou um recurso novo: agora ele também mede como perfis no Instagram, TikTok, X e YouTube aparecem na Busca do Google. Antes, a ferramenta só enxergava sites. O recurso se chama Platform Properties, e muda bastante a forma de acompanhar resultado em redes sociais.
A mudança acompanha algo que já vinha acontecendo: cada vez mais gente pesquisa no Google e cai direto num vídeo curto, num perfil do Instagram ou numa publicação específica, sem passar por nenhum site.

O que mudou no Search Console
Novo recurso: Platform Properties
O Platform Properties é um tipo de propriedade dentro do Search Console criado só para medir desempenho de conteúdo social na busca. Diferente da propriedade de site, que rastreia páginas de um domínio, ele conecta uma conta de rede social e mostra como esse conteúdo aparece quando alguém pesquisa no Google.
Quais redes sociais já são suportadas
Por enquanto, o recurso cobre Instagram, TikTok, X e YouTube. A escolha não é aleatória: são as plataformas que mais concentram conteúdo social e em vídeo aparecendo nos resultados do Google hoje. A liberação está acontecendo aos poucos, então nem toda conta vê a opção ainda.
Como funciona na prática
Diferença entre propriedade de site e propriedade de plataforma
Uma propriedade de site rastreia páginas de um domínio — o clássico prefixo de URL que qualquer um que já usou Search Console conhece. A propriedade de plataforma faz o mesmo tipo de trabalho, só que para uma conta social inteira, sem precisar de site.
Relatórios disponíveis
São três relatórios: Performance (cliques e impressões, com filtro por post e por termo de busca), Insights (tendências e conteúdos com melhor desempenho) e Achievements (marcos, como um novo recorde de cliques em 28 dias). Dá pra ver se o tráfego veio da Busca, da busca por vídeo ou do Discover.
Métricas que você passa a acompanhar
As métricas disponíveis são cliques, impressões, CTR e posição média — parecido com o que já existe para sites. A diferença está nos filtros: dá pra segmentar por país, data, termo de busca e até por formato, usando marcadores como “reels” ou “shorts”.
Por que isso importa para quem trabalha com marketing digital
Até agora, a visibilidade de uma marca no Google era medida quase só pelo desempenho do site. Redes sociais e canais de vídeo ficavam de fora, cada um com seu painel isolado — Instagram Insights, YouTube Studio, e por aí vai.
Isso muda o que significa monitorar presença digital. Quem cuida de marca precisa acompanhar não só o posicionamento das páginas do site, mas também como o conteúdo social aparece dentro do ecossistema de busca do Google.
Uma pesquisa da Opinion Box divulgada em 2026 mostra o tamanho disso: 70% dos consumidores já compraram algo depois de ver uma promoção ou anúncio numa rede social. Ignorar esse canal na hora de medir resultado deixou de ser opção.
O que dá para fazer com esses dados

Comparar formatos de conteúdo
Dá pra colocar lado a lado shorts contra vídeos longos no YouTube, ou reels contra posts no Instagram, e ver qual formato realmente traz tráfego de busca. Isso também abre espaço pra comparar desempenho em mobile versus desktop.
Identificar picos e conteúdos esquecidos
Um post antigo pode, do nada, ganhar tráfego de busca meses depois de publicado. Com o Platform Properties, dá pra pegar esse pico no momento em que ele acontece, em vez de descobrir por acaso, tempos depois.
Descobrir termos de busca usados para achar seu conteúdo
Saber quais consultas levam as pessoas até um post ou vídeo é ouro pra quem escreve legenda e escolhe hashtag. É basicamente pesquisa de palavra-chave aplicada a redes sociais, algo que praticamente não existia até agora.
Isso substitui as métricas nativas das redes sociais?
Não. O Search Console mede o tráfego que vem especificamente da Busca e do Discover — um ângulo que antes simplesmente não existia. As métricas nativas de cada plataforma continuam sendo a fonte mais completa pra entender o que acontece dentro dela.
O ideal é usar os dois em conjunto. As métricas nativas mostram engajamento, alcance orgânico e comportamento dentro do app. O Search Console mostra a ponta que fica fora do radar: como o Google está levando gente até o seu perfil.
Na prática, isso fecha uma lacuna que existia há anos. Antes, quem gerenciava redes sociais sabia quantas pessoas curtiram um post, mas não fazia ideia de quantas chegaram até ele pesquisando no Google.
Como acessar o recurso
A liberação é gradual e está acontecendo ao longo das próximas semanas, então nem toda conta tem o Platform Properties disponível ainda. Se ainda não apareceu pra você, o caminho é simples: abrir o Search Console de tempos em tempos e tentar adicionar a propriedade da rede social direto por lá.
Vale reforçar: o recurso não pede site próprio. Um criador ou uma empresa que só tem perfil no Instagram ou canal no YouTube já consegue acessar o mesmo tipo de dado que quem tem página no Google há anos.
Empresas que já trabalham com uma agência de conteúdo tendem a sair na frente nesse tipo de mudança, porque já têm alguém acompanhando esses recursos de perto e testando assim que ficam disponíveis.
Se sua marca produz conteúdo em várias redes ao mesmo tempo e ainda não tem clareza de qual canal realmente traz resultado pela busca, vale considerar apoio de uma agência de criação de conteúdo pra transformar esses dados novos em decisão prática, e não só em mais um número solto no painel.